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terça-feira, 6 de abril de 2021

Japão: número de crianças apátridas aumenta 350% em 3 anos

O governo informou que aumenta o número de crianças que não têm nacionalidade reconhecida em nenhum país

Crianças apátridas
De acordo com estatísticas do MOJ-Ministério da Justiça, o número de crianças apátridas, na faixa entre 0 e 4 anos, chegou a 213 no final de 2019. É cerca de 3,5 vezes mais do que há três anos. 

No final de junho de 2020 aumentou para 217. Tem como pano de fundo o aumento de estudantes e trabalhadores estrangeiros, os quais não fizeram os procedimentos necessários para o registro dessas crianças.  

A pessoa pode crescer sem saber que é apátrida. Não poderá obter um passaporte e, mesmo quando se casar, não poderá obter a certidão de casamento, pois não tem como solicitar a certidão de solteiro, emitida pelo país de origem. Além disso, há o risco de várias desvantagens no cotidiano.

No final de 2019 o ministério constatou 696 pessoas apátridas, sendo que cerca de 30% são crianças.

Para que uma criança nascida de um pai estrangeiro adquira a nacionalidade do país de origem dele, é necessário passar por procedimentos como o registro de nascimento no consulado desse país.

No entanto, há casos em que esse registo não é efetuado por receio da descoberta de permanência irregular ou o país de origem não permite a aquisição da nacionalidade de filho nascido fora do casamento.

De acordo com os grupos de apoio, existem muitos casos em que o pai é desconhecido ou o pai japonês não o reconhece e se torna apátrida.

A professora emérita da Showa Women’s University, Mizue Tsukita, da área de bem-estar social, diz que “as pessoas reconhecidas como apátridas em termos de gestão dos residentes estrangeiros são apenas a ponta do iceberg. Elas não têm culpa. Todos devem ter a nacionalidade como um direito natural para que possam ser criados em uma condição estável”.
Fonte: Portal Mie com Asahi 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Japão pretende recusar reentrada de estrangeiros que deram calote em hospitais

O Ministério da Justiça, responsável pela concessão de vistos, deve elaborar uma "lista negra"
Recusar a reentrada de turistas e residentes estrangeiros que já deram calote em hospitais

O governo japonês pretende criar medidas para recusar a reentrada de turistas e residentes estrangeiros que já deram calote em hospitais quando estiveram no país anteriormente, informou o jornal Sankei nesta quinta-feira (14).

Um levantamento do governo mostrou que 80% dos hospitais no Japão atenderam estrangeiros no ano passado, e 35% relataram casos de pacientes que deixaram o país sem pagar totalmente ou parcialmente as despesas médicas.

Muitos hospitais no Japão atendem estrangeiros que sofreram ferimentos ou ficaram doentes repentinamente, mesmo que eles não tenham dinheiro suficiente ou cartão de crédito na hora.

Os hospitais fazem acordos para que a conta seja paga depois, mas muitos estrangeiros vão embora ou não cumprem a promessa de efetuar o pagamento depois de retornar ao país de origem.

O Ministério da Justiça, responsável pela concessão de vistos, pretende elaborar uma "lista negra" com nomes de estrangeiros que poderiam dar calote novamente em hospitais, com base no banco de dados das instituições médicas que já passaram por essa situação.
Fonte: Alternativa