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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Primeiro-ministro do Japão visitará o Brasil

Essa será a primeira viagem de Fumio Kishida à América do Sul desde que assumiu o poder em 2021

Fumio Kishida

O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida visitará o Brasil e Paraguai no início de maio, visando reforçar relações econômicas com países na América do Sul e conter esforços chineses e russos para conquistar a região.

Essa será a primeira viagem de Kishida à América do Sul desde que assumiu o poder em 2021. O falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe visitou o Brasil em 2016 e o Paraguai em 2018.

Kishida será acompanhado por líderes de negócios para essa viagem, que focará pesadamente em fortalecer cooperação econômica.

Tóquio visa garantir novos laços em tecnologia de bioetanol e outras de descarbonização, assim como em minerais essenciais.

Muitos países sul-americanos têm fortes ligações econômicas com a China. O Brasil conta com a China como sua maior parceira, tanto para importações como exportações.

O Japão está avançando em esforços público-privados para encorajar essas nações a reduzirem suas dependências de redes e fornecimento em Pequim.

O Brasil é uma voz líder no Sul Global, e parte do BRICS junto com a Rússia, Índia, China e África do Sul. Ele também lidera a cúpula do G20 deste ano.

Kishida se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afirmar a importância de manter e fortalecer ordem internacional baseada em regras.

Ele também fará um discurso em São Paulo sobre política da América Latina do Japão e conversará com a comunidade nipônica para enfatizar as relações históricas dos países.

Cerca de 2,7 milhões de descendentes de japoneses vivem no Brasil, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores japonês.

Kishida, que se tornará o segundo líder japonês a visitar o Paraguai, planeja destacar os valores compartilhados entre o Japão e o país.
Fonte: Portal Mie com Ásia Nikkei

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Kishida e Lula conversam sobre possível acordo entre Japão e Mercosul

Presidência do Brasil no G20 também foi tema de telefonema na quarta-feira

Brasil e Japão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na quarta-feira (10) com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. No telefonema de 30 minutos, os dois falaram sobre a possibilidade de um acordo comercial entre o Mercosul e o Japão e de temas da agenda bilateral para o fortalecimento da parceria estratégica e do comércio entre os dois países.

Em 2024, o Brasil preside o G20 – grupo das 20 maiores economias do mundo. De acordo com a Presidência, Lula e Kishida trataram sobre a cooperação entre Brasil e Japão em foros internacionais multilaterais em prol da paz, da democracia e da superação da pobreza, temas prioritários do Brasil na presidência do G20.

“O presidente Lula agradeceu o convite que recebeu de Kishida no ano passado para participar [como convidado] da cúpula do G7 [grupo de sete das maiores economias do mundo] , em Hiroshima, e manifestou vontade de que o Japão esteja envolvido em todas as instâncias de discussão do G20 este ano”, disse a Presidência, em comunicado.

“[Lula] realçou a necessidade de trazer o debate sobre as mudanças climáticas e energias renováveis para o centro das discussões do G20. Ressaltou que o Brasil irá lançar no G20 uma aliança global contra a fome e a pobreza e que a superação das desigualdades é fundamental para a defesa da democracia”, acrescenta.

Em 2025, Brasil e Japão completam 130 anos de relações diplomáticas.

Ainda segundo o Planalto, Lula expressou solidariedade ao povo japonês e em particular às vítimas do terremoto do dia 1º de janeiro. O tremor de magnitude 7,6, que atingiu a península de Noto (Ishikawa), provocou o desabamento de casas e deram início a incêndios. Foram registradas 206 mortes até agora, além de 52 desaparecidos.

“Os dois líderes falaram também sobre a defesa da paz e da superação dos conflitos em andamento no mundo. Concordaram sobre a importância do fortalecimento das instâncias multilaterais para que guerras como a de Gaza e a da Ucrânia não venham a se repetir”, informou a Presidência.

Kishida expressou o desejo de trabalhar em estreita colaboração para manter e fortalecer a ordem internacional baseada no Estado de Direito, promovendo um mundo onde a dignidade humana é protegida, informou a emissora NHK.

Por fim, eles também confirmaram a colaboração estreita na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

Kishida havia planejado uma visita à América do Sul, incluindo o Brasil, este mês, mas teve que adiar a viagem devido a um escândalo financeiro dentro do Partido Liberal Democrata (PLD), envolvendo grandes pagamentos em dinheiro a membros da sigla de forma irregular.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

terça-feira, 11 de julho de 2023

Governo japonês se prepara para abolir visto de curta duração para brasileiros

Essa notícia é ótima para os brasileiros que querem visitar o Japão, seja a turismo, por missão de trabalho ou a negócios

passaporte do Brasil

O governo japonês considera abolir o visto de curta permanência para os brasileiros, até outubro deste ano.

Assim, os cidadão brasileiros que desejam visitar o Japão a turismo ou negócios, poderão entrar sem visto, para permanência de até 90 dias. O país já tem essa mesma medida aplicada a 69 países.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Japão (MOFA), em 2019, o Brasil decidiu isentar os japoneses do visto de curta duração em viagem ao país. Do ponto de vista da reciprocidade, o presidente Lula pediu ao Japão que faça o mesmo. 

O primeiro-ministro Fumio Kishida disse em uma reunião com o presidente Lula, durante a Cúpula do Grupo dos Sete (G7) realizada em maio, que iniciaria o processo de isenção.

Dessa forma, o presidente brasileiro manifestou que poderá continuar isentando os japoneses do visto de turismo ou de curta duração.
Fonte: Portal Mie com Asahi e Nikkei 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Vacinação de pessoas com menos de 65 anos deve começar em maio no Japão, diz TV

A vacinação contra Covid-19 no país será gratuita, mas não obrigatória

vacina contra Covid-19

O plano de vacinação contra Covid-19 no Japão deve atingir a população com menos de 65 anos de idade em maio, informou a emissora Fuji TV nesta quarta-feira, citando fontes do governo.

A vacinação no país, que será gratuita, mas não obrigatória, deve ter início no final de fevereiro, começando pelos profissionais de saúde, idosos com mais de 65 anos e pessoas com doenças crônicas que fazem parte do grupo de risco para desenvolvimento de sintomas graves.

As pessoas com menos de 65 anos serão imunizadas depois e fontes do governo disseram à Fuji TV que a vacinação desse grupo deve começar em maio.

Crianças e adolescentes até 15 anos não receberão a vacina.

Até agora, somente a Pfizer pediu autorização do Japão para aprovação de sua vacina no país, mas o governo também tem acordos de fornecimento de doses com as farmacêuticas Moderna e AstraZeneca.

Nesta quarta-feira, o principal porta-voz do governo disse que o cronograma para vacinar a população em geral contra o coronavírus seria decidido e divulgado ao público após a aprovação de uma vacina.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga prometeu seguir em frente com os preparativos para a realização das Olimpíadas de Tóquio, diante da crescente oposição pública, ao mesmo tempo em que o Japão enfrenta um aumento nas infecções por coronavírus.

"Continuaremos com os preparativos, com determinação para construir medidas contra as infecções e realizar um evento que pode trazer esperança e coragem para o mundo", disse Suga no Parlamento na última segunda-feira.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Japão inclui mais 18 países na lista de restrições de entrada no país por conta da pandemia de Covid-19

entrada no Japão

O governo japonês informou na segunda-feira (29) que incluiu mais 18 países na lista de países cujos cidadãos não poderão mais entrar no Japão.

A decisão foi tomada depois da Reunião de Segurança Nacional entre vários ministros do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe. Na reunião foi decidido endurecer as políticas de entrada no país contra países que não tem tido sucesso no combate ao Covid-19.

A maior parte dos países incluídos no último levantamento estão localizados na África, como é o caso da Argélia. Além da África, Líbano e Cuba também constam na nova lista do governo japonês, que agora inclui 129 países e regiões. A mudança começará a valer a partir de primeiro de julho.

Vale lembrar que o Brasil já está na lista há alguns meses e o governo do Japão não pretende retirar o país e os EUA tão cedo da lista, visto o insucesso de ambos os países no combate ao novo coronavírus.

Por outro lado, o governo japonês tem flexibilizado a entrada de estrangeiros de determinados países como Vietnã e pode fazer o mesmo com a Tailândia, Austrália e Nova Zelândia. O motivo é o baixo número de casos de Covid-19 nestas regiões.
Fonte: IPC Digital